A Madeira é uma ilha vulcânica. A sua matéria — o basalto escuro, as arribas fraturadas, o encontro da rocha com o mar — não é um cenário. É uma gramática.
Estudar antes de esculpir
Antes de tocar na superfície, estudamos a formação que inspira o cliente. Como fratura o basalto. Como o calcário guarda a luz. Como o xisto se estratifica. Essa leitura torna-se a linguagem da peça.
Criar o que não existe
Às vezes a peça pede uma rocha que a natureza não fez. Uma matéria nova, com o comportamento de uma e a cor de outra. Também isso esculpimos — porque a obra existe para aquele espaço, não para um catálogo.
A ilha entra na peça. E a peça leva a ilha para onde for instalada.